Braga não conquista quem a visita apenas pelo seu património histórico ou pela sua movida cultural. Também conquista pelo estômago. Representante ilustre da melhor cozinha do minho, aqui o difícil é resistir a tantas coisas boas, que vão desde pratos principais cheios de caráter a doces de comer e chorar por mais, passando pelo vinho verde ou as mais recentes cervejas artesanais. E até por produtos raros, como a maçã porta da loja, uma variedade local.
As receitas que têm atravessado gerações e os ingredientes nelas utilizados espelham as características geográficas, sociais e económicas da região, onde a ruralidade sempre teve um peso importante. Aqui, as famílias cultivavam nos seus campos e quintais as suas próprias frutas e hortaliças e criavam animais para auto-consumo, onde tudo era aproveitado. E à semelhança do resto do país, também braga usufruiu da existência de mosteiros e de conventos no seu território, tendo herdado receitas ímpares, nomeadamente ao nível da pastelaria. Se és um bom garfo e gostas de associar a vertente gastronómica às tuas viagens, não deixes de explorar a culinária bracarense!
Uma sopa feita de batata e cebola com couve-galega segada, servida com um fio de azeite e uma rodela de chouriço.
Lombos altos de bacalhau, assados no forno e servidos com batatas fritas às rodelas estaladiças e molho de cebolada com colorau.
Pastel de massa folhada de dimensões generosas, recheado com carne picada.
Este é um dos ex-libris culinários de Braga, confecionado há mais de duzentos anos. As originais e mais famosas são as do restaurante e confeitaria ‘Frigideiras do Cantinho’, de portas abertas desde 1796. São um pastel folhado estaladiço, recheado com carne picada. Quanto ao nome, não há certezas, ainda que pareça estar relacionado com o utensílio de cozinha que dá pelo mesmo nome, onde poderão ter sido cozidas as frigideiras originais e onde seria ‘frigido’ o seu picado. Atualmente, depois de recheadas, são cozidas no forno. A fama deste folhado bracarense vem de longe, quando ilustres escritores portugueses como Camilo Castelo Branco ou Almeida Garret mencionaram as ‘frigideiras’ nas suas obras. A carne utilizada originalmente era de vaca, mas hoje em dia há também versões com carne de porco, de frango e até vegetarianas. O tempero, esse, é segredo!
Arroz bem apurado cozido na água de cozer o pato, carne de pato desfiada, rodelas de chouriço por cima; vai a gratinar para ganhar uma capa crocante.
Temperado de véspera em vinha de alhos; assado com azeite, colorau, toucinho, cebola e batatas.
Cubos de carne de porco da pá ou da barriga fritos no tacho e acompanhados de batatas alouradas.
Papas feitas com a água de cozer carnes de porco, vitela e galinha, sangue coagulado de porco e as carnes desfiadas; engrossadas com farinha de milho e temperadas com cominhos.
Arroz de frango caldoso, feito com o sangue do animal e vinagre.
Quantidades generosas de ovos e açúcar, amêndoa ralada, cidrão cristalizado ralado e manteiga; depois de ir ao forno, corta-se em fatias e polvilha-se com açúcar em pó.
Creme macio feito com leite, ovos e açúcar; antes de servir, é polvilhado com açúcar e queimado com um ferro quente, ganhando uma capa crocante de caramelo.
Este é um dos ex-libris culinários de Braga, confecionado há mais de duzentos anos. As originais e mais famosas são as do restaurante e confeitaria ‘Frigideiras do Cantinho’, de portas abertas desde 1796. São um pastel folhado estaladiço, recheado com carne picada. Quanto ao nome, não há certezas, ainda que pareça estar relacionado com o utensílio de cozinha que dá pelo mesmo nome, onde poderão ter sido cozidas as frigideiras originais e onde seria ‘frigido’ o seu picado. Atualmente, depois de recheadas, são cozidas no forno. A fama deste folhado bracarense vem de longe, quando ilustres escritores portugueses como Camilo Castelo Branco ou Almeida Garret mencionaram as ‘frigideiras’ nas suas obras. A carne utilizada originalmente era de vaca, mas hoje em dia há também versões com carne de porco, de frango e até vegetarianas. O tempero, esse, é segredo!
Pudim de ovos muito rico e macio, que leva vinho do Porto e cuja textura sedosa se deve ao toucinho usado na confeção da calda de açúcar.
Bolos de massa choux recheados com creme pasteleiro e cobertos de açúcar em pó; pode haver variações de recheio e cobertura. O nome vem do facto do formato se assemelhar ao nosso maior osso da perna, a tíbia.
Há várias décadas um dos mais elegantes salões de chá da cidade, goza do privilégio de ser vizinha do Jardim de Santa Bárbara, que pode ser agradavelmente contemplado a partir da esplanada.
Rua Doutor Justino Cruz, 127
Este espaço histórico resulta da fusão entre a Doçaria Cruz de Pedra, com mais de um século de existência, e a igualmente histórica padaria Sabiá. Pudim Abade de Priscos, pastéis dos Remédios e as bolachas dos Amores são algumas das especialidades da casa.
Rua Beato de Carvalho, 156
O espaço é antigo e repleto de história, mas os produtos são frescos e saborosos. Uma mercearia castiça, especializada em queijo e representante de excelentes produtos regionais de outras partes do país, onde também é possível adoçar a boca.
Avenida Central, 38
Com quase duzentos anos de atividade, este é o destino ideal para provar os bolos e biscoitos típicos de Braga.
Rua Conselheiro Januário, 151
Crepes, waffles, gelados, batidos e muito mais, servidos num ambiente divertidamente decorado com a temática felina.
Rua Andrade Corvo, 30-34
Não precisamos de dizer qual a especialidade da casa, certo? Aqui, as famosas tartes de queijo estão disponíveis em vários tamanhos e vários sabores.
Rua Conselheiro Januário, 151
Originárias do receituário do Convento de Nossa Senhora dos Remédios, que outrora existiu onde hoje está o Theatro Circo, as tíbias são um dos marcos da doçaria bracarense.
Neste espaço vais encontrá-las em várias e criativas versões. E se és fã deste doce, prova também as do Mundo das Tíbias, na Rua Fernando Castiço, 4.
Praça Conde Agrolongo, 30
Este é um dos ex-libris culinários de Braga, confecionado há mais de duzentos anos. As originais e mais famosas são as do restaurante e confeitaria ‘Frigideiras do Cantinho’, de portas abertas desde 1796. São um pastel folhado estaladiço, recheado com carne picada. Quanto ao nome, não há certezas, ainda que pareça estar relacionado com o utensílio de cozinha que dá pelo mesmo nome, onde poderão ter sido cozidas as frigideiras originais e onde seria ‘frigido’ o seu picado. Atualmente, depois de recheadas, são cozidas no forno. A fama deste folhado bracarense vem de longe, quando ilustres escritores portugueses como Camilo Castelo Branco ou Almeida Garret mencionaram as ‘frigideiras’ nas suas obras. A carne utilizada originalmente era de vaca, mas hoje em dia há também versões com carne de porco, de frango e até vegetarianas. O tempero, esse, é segredo!
Histórico café de Braga, aberto desde 1907. Para além da elegante decoração de origem, o espaço conserva no menu o seu famoso café de saco.
Largo Barão de S. Martinho, 17
Tomar café aqui significa que podes acompanhar a bebida com uma das melhores natas da cidade e arredores. A marca e a receita foram desenvolvidas pela Pastelaria Soares e já galgaram as fronteiras de Braga e do país.
Rua Beato de Carvalho, 156
Café de especialidade no coração da cidade. Os lotes são escolhidos e torrados pelos especialistas do APE Coffee, onde também podes fazer refeições leves.
Rua de São João, 15
O mais antigo café da cidade, numa localização apetecível: a Arcada, em frente ao chafariz. Se estiver frio para ficar na esplanada, aproveita o seu requintado interior.
Praça da República
Não precisamos de dizer qual a especialidade da casa, certo? Aqui, as famosas tartes de queijo estão disponíveis em vários tamanhos e vários sabores.
Rua do Anjo, 90A
Trata-se de uma variedade de maçã introduzida na região pelos monges beneditinos do Mosteiro de Tibães há mais de mil anos. Caracteriza-se pelo aspeto rústico, casca avermelhada com laivos verdes, sabor doce e grande capacidade de conservação. O seu nome nasceu do facto de antigamente serem guardadas na ‘loja’ — a parte de baixo das casas, um local escuro e húmido que servia de armazém e adega. Ao lado das portas da loja havia umas frinchas que arejavam o espaço, sendo esse o local ideal para colocar as maçãs, sob prateleiras de madeira. O que fazia com que o senhor da casa, quando queria comer uma, pedisse que lhe trouxessem uma maçã das que estavam ‘atrás da porta da loja’. E assim passou a ser conhecido este produto natural, ligado a curiosas e antigas tradições, que nos últimos anos tem recebido maior atenção.
Com vinte e muitos anos, nascido e criado em Braga, o Fidalguinho é o guia turístico mais acarinhado da cidade. Otimista, descontraído e muito falador, conhece histórias e piadas capazes de alegrar o espírito da pessoa mais empedernida. Em pequeno, já se destacava na rua do Souto, onde cresceu na mercearia da sua avó Maria. Aliás, é comum ouvi-lo a afirmar, orgulhosamente, ser a pessoa que mais subiu e desceu aquela mítica rua. Sempre de sorriso posto, não perde uma oportunidade de conhecer pessoas e de lhes mostrar o burgo pelo qual é apaixonado. Com uma energia contagiante, fala tão rápido que parece que as suas palavras estão a correr uma maratona! Encontra beleza em qualquer cantinho da cidade e basta que ouça a palavra ‘Braga’ para ficar todo arrepiado. Apesar de não ser fluente em inglês — nem em qualquer outra língua estrangeira, sejamos sinceros —, o Fidalguinho tem o dom de se fazer entender através de gestos cómicos e expressões faciais hilariantes. Consegue assim comunicar com toda a gente, venham da vizinha Espanha ou da lonqínqua Mongólia: um verdadeiro mestre na arte da mímica turística. Só há uma coisa que nunca entendeu: por que raio se chama Fidalguinho?