A temperatura a que é servido o vinho é de extrema importância para garantir uma experiência sensorial de excelência. Aqui ficam as indicações para uma prova como manda o Fidalguinho:
entre os
8 °C e os 12 °C
entre os
10 °C e os 12 °C
entre os
12°C e os 15 °C
entre os
6 °C e os 8 °C
Os copos devem ser transparentes, de vidro fino e com pé (para que as mãos não aqueçam o vinho). Para brancos, rosés e tintos jovens, um copo tipo ‘bordalês’ é o ideal. Já para os tintos mais complexos, como necessitam de um maior contacto com o ar para serem oxigenados e libertarem os aromas, o bocal deve ser mais largo.
Tradicionalmente, o Vinho Verde tinto era servido numa tigela de proporções generosas — a que no norte se dá o nome de ‘malga’. As dimensões da malga permitiam acomodar o nariz e melhor sentir os aromas. Por outro lado, a porcelana branca permitia não só confirmar se o vinho era de qualidade, consoante as paredes da malga ficavam, ou não, tingidas de vermelho, como transmitir uma sensação de maior frescura, pois mais facilmente conservavam a “temperatura de adega” a que o vinho deve ser servido (entre os 12°C e os 15 °C). Ainda hoje, em alguns restaurantes e eventos vínicos, vais poder beber verde tinto por uma malga.
Visão, olfato e paladar: eis os três sentidos mais importantes quando falamos em provar e apreciar vinho. São muitas as variáveis que fazem os vinhos distinguirem-se uns dos outros em termos de cor, aroma e sabor.
Descobrir e identificar estas características faz parte do fascínio vínico! Da próxima vez que provares um Vinho Verde, fica atento a estes parâmetros:
A primeira fase de uma prova é a observação: a aparência, a cor e o brilho de um vinho, dão-nos informações sobre a sua idade, estrutura e castas utilizadas, por exemplo. Para melhor distinguir estas características no teu Vinho Verde, confronta o copo com uma superfície branca.
Segundo os especialistas, a melhor forma de cheirar um vinho é com uma série de inalações curtas. Começa pelo ‘primeiro nariz’, cheirando o vinho diretamente, sem girá-lo no copo, para sentir os aromas e fragrâncias mais delicados. Depois, gira o copo e volta a cheirar — momento chamado de ‘segundo nariz’. Se estiveres a provar um Vinho Verde complexo e/ou envelhecido, verás que o arejamento e o aquecimento acentuam os aromas e fazem abrir gradualmente o seu leque.
A derradeira prova! Aqui, a língua, o céu da boca, as paredes das bochechas e até as gengivas, são convocados para identificar sabores, temperatura e textura. Leva uma pequena quantidade de vinho à boca e ‘enrola-o’ para lavá-lo sobre o palato, enquanto sorves um pouco de ar, para oxigenar o vinho — parece um exercício de malabarismo bocal, mas garantimos que com a prática, torna-se mais fácil! Continua a exploração sensorial com a ajuda dos lados da bochecha e da língua, que com os seus milhares de papilas gustativas vão identificar sabores como o doce ou o ácido. Por fim, não te esqueças de avaliar a adstringência — uma espécie de aspereza sentida no palato, gengivas e bochechas —, conferida pelos taninos,especialmente presentes nos vinhos tintos.
A palavra francesa ‘terroir’ remete para o conjunto de fatores ou condições que caracterizam cada vinha. Assim, a par das características do solo, o terroir inclui o clima e a exposição solar, a flora e a fauna locais, as castas e as técnicas vitivinícolas. É este mix de fatores que condiciona a qualidade do vinho e o torna único!
Os aromas emblemáticos dos Vinhos Verdes brancos são fruta tropical (ananás, manga, maracujá), frutos maduros (laranja, limão, pêssego), frutos secos (amêndoa e noz), e flores (violetas, flor de laranjeira). Quando jovens, mostram uma cor citrina ou palha, e na boca apresentam-se leves e frescos. Já os Verdes brancos envelhecidos apresentam um dourado mais intenso, com aromas de fruta madura e, na boca, uma maior estrutura e complexidade.
No nariz apresentam-se frescos e leves. A sua cor pode ir do rosa muito suave a um tom mais carregado e na boca mostram-se persistentes com notas de frutos vermelhos.
De cor vermelha intensa e, por vezes, apresentando uma espuma rosada ou avermelhada, os Verdes tintos revelam um aroma vinoso a frutos vermelhos e frutos silvestres (amora, morango e framboesa). Na boca mostram-se intensos e frescos, sendo uma ótima companhia para a gastronomia regional minhota.
Alinham pelo perfil de prova do Vinho Verde, sobressaindo as notas de frescura aromática e uma maior complexidade no palato. Também aqui tens várias opções: do Espumante Bruto Natural ao Espumante Doce, cuja diferença diz respeito à concentração de açúcar residual, e do Reserva ao Grande Reserva, de acordo com o tempo de estágio em garrafa.
Com vinte e muitos anos, nascido e criado em Braga, o Fidalguinho é o guia turístico mais acarinhado da cidade. Otimista, descontraído e muito falador, conhece histórias e piadas capazes de alegrar o espírito da pessoa mais empedernida. Em pequeno, já se destacava na rua do Souto, onde cresceu na mercearia da sua avó Maria. Aliás, é comum ouvi-lo a afirmar, orgulhosamente, ser a pessoa que mais subiu e desceu aquela mítica rua. Sempre de sorriso posto, não perde uma oportunidade de conhecer pessoas e de lhes mostrar o burgo pelo qual é apaixonado. Com uma energia contagiante, fala tão rápido que parece que as suas palavras estão a correr uma maratona! Encontra beleza em qualquer cantinho da cidade e basta que ouça a palavra ‘Braga’ para ficar todo arrepiado. Apesar de não ser fluente em inglês — nem em qualquer outra língua estrangeira, sejamos sinceros —, o Fidalguinho tem o dom de se fazer entender através de gestos cómicos e expressões faciais hilariantes. Consegue assim comunicar com toda a gente, venham da vizinha Espanha ou da lonqínqua Mongólia: um verdadeiro mestre na arte da mímica turística. Só há uma coisa que nunca entendeu: por que raio se chama Fidalguinho?